Esquina Mocotó: a comida de autor de Rodrigo Oliveira

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Era domingo e eu ingenuamente acreditei que chegar às 11h30 na Casa do Porco Bar seria suficiente para sentar assim que o restaurante abrisse as portas. Meia hora antes da abertura, a fila já causava uma espera de 2 horas, e se tem uma coisa na vida com a qual eu me recuso a lidar é fila desnecessária.  É difícil morar em São Paulo, desejar conhecer os lugares mais badalados e só ter os fins de semana para a tarefa. Mas é sempre possível chegar mais cedo. Lição aprendida, decidimos nos arriscar em outro lugar também bastante concorrido. A vontade de comer porco bom já havia sido despertada e não havia nenhum outro lugar, na minha concepção, que pudesse satisfazer nossos desejos naquela tarde ensolarada. Rumamos do Centro para a Vila Medeiros, em direção ao Esquina Mocotó, restaurante autoral do chef Rodrigo Oliveira, também responsável pelo legendário Mocotó.  Continuar lendo

Almoço de domingo #2: costelinha com molho BBQ + batata frita caseira + coleslaw

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Pra comer uma costelinha de porco que desmancha só de olhar, macia, suculenta, com o melhor molho barbecue do mundo e os melhores acompanhamentos não precisa pegar horas de fila naquele restaurante maomeno. Essa receita vai garantir uma costelinha muito superior ao do restaurante “australiano”, e por muito menos dindim. Dá um tico de trabalho, não vou negar, mas mais pra fazer os acompanhamentos que a costelinha em si. Então, se você quiser simplificar a vida, pode escolher acompanhamentos mais simples. Cai bem com arroz branco e salada verde, por exemplo. Mas se você estiver disposto, faça essa batata frita caseira e esse coleslaw. Você não vai se arrepender. Prometo! E dá pra fazer bastante salada que ela dura uns bons três dias na geladeira. Aliás, quanto mais o tempo passa, melhor ela fica! A costelinha também dura um tempão (uns quatro ou cinco dias). Só a batata frita que tem que ser frita na hora. Mas quem tá podendo comer batata frita cinco dias por semana, não é mesmo? Já fiz esse prato várias vezes em casa, e para várias pessoas diferentes, e sempre é um sucesso. E, com muita alegria, compartilho todos os segredinhos com vocês! Aproveitem!

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5 coisas para assistir se você gostou de Chef’s Table

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Sabem aquelas recomendações da Netflix “Porque você assistiu a…”? Algumas fazem sentido, outras estão lá por causa de tags e algoritmos, ou seja, não são necessariamente tão confiáveis quanto às de um humano. Pois decidi fazer o papel desse “humano” e indicar filmes, séries e o que mais a imaginação permitir, baseada em filme e séries populares. Acho que pode ser útil para vocês, e até para mim, que exercito a memória! Pra começar, um sucesso de crítica e público: Chef’s Table. Continuar lendo

Petí: uma gema de restaurante

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Você chega e, desavisado, dá de cara com uma loja de insumos artísticos. Confere o endereço, e certifica-se de que está no lugar certo. Mas… Onde está o restaurante? O site indica: dentro da Pintar Materiais Artísticos. Inusitado! Minha primeira vez no Petí não foi assim, mas a da minha amiga, que me acompanharia no almoço, foi! Ele já estava na minha lista fazia muito tempo, e achei que serviria como uma luva para o encontro. Tenho amigos que moram lá perto e sempre elogiam a comida e, principalmente, o quanto ela custa. O fato de ficar praticamente no quintal da casa deles, ajuda na alta frequência. Também já havia ouvido profusão de elogios de uma amiga que conhece o chef intimamente: ela é tia e madrinha dele. Além disso, sabia que o Petí tinha recebido o selo Bib Gourmand do Guia Michelin, categoria que indica os melhores restaurantes a preços acessíveis. Mas, o fato de ele só abrir para o almoço e não estender seus horários aos sábados, me fazia adiar a visita sempre.  Continuar lendo

Bar da Dona Onça: comida de boteco artesanal e primorosa

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Fazia tempo que eu devia uma visita ao Bar da Dona Onça. As filas homéricas aos fins de semana me repeliam, mas eis que, num sábado agradável, de tempo ameno, vimo-nos, eu e o Marcelo, no centro da cidade, início de tarde, cheios de fome e decididos a enfrentar a espera do concorrido bar do Edifício Copan, um dos cartões postais da cidade. O dia já tinha rendido visita à boa exposição de Kandinsky no CCBB e passeio pela Galeria do Rock, que não visitávamos havia mais de dez anos. A caminhada até o Copan só fez a fome aumentar, e quando nos deparamos com a espera de quarenta minutos decidimos que era o tempo ideal para degustar uma capirinha enquanto relaxávamos naquele pedaço da cidade do qual gostamos tanto e por onde pouco passamos. Continuar lendo